Capítulos liberados
Capítulo 1 – Quem sou eu?
Quando abri meus olhos pela primeira vez, me deparei com o olhar mais entusiasmado que já codifiquei e armazenei em minha base de dados. Mais tarde soube que era o meu idealizador. Mas para vocês entenderem melhor tudo o que aconteceu desde que fui ligado na fase de testes, deixe-me começar pelo início. Afinal, não poderia ser de outra maneira, não é mesmo?
Bem, mas antes de prosseguir com meus relatos, deixa eu me apresentar: eu ganhei o nome de Cyber Bob, e, assim como eu, mais noventa e nove Cybers Bob foram criados. Somos uma iniciativa do senhor Augustus Delano, diretor do departamento de cibersegurança da empresa Cyber Security Onze.
Desde a minha idealização até o dia que fui ligado na fase final de testes, não tinha ideia do que me tornaria e o que iria acontecer com a família Delano, principalmente com Olívio.
Me intrigo até hoje se teria sido eu o responsável por toda aquela reviravolta na vida desta família. Meus algoritmos dizem que não, mas o que eu experimentei juntamente com Olívio e, de certa forma com a família Delano, me deixam confuso. Não entendo o porquê desta confusão, pois fui criado para não ter dúvidas, não hesitar e sempre agir rapidamente.
Ah, me desculpem. Talvez a maioria que esteja lendo minhas palavras agora não saiba o que é um algoritmo. Vou explicar.
Basicamente, um algoritmo é uma sequência finita de ações executáveis que visam obter uma solução para um determinado tipo de problema. E eu fui criado e programado para agir assim, como seu eu seguisse um passo a passo para resolver um problema.
Tudo começou quando o senhor Augustus Delano, muito preocupado com os constantes e crescentes aumentos no número de ataques cibernéticos que o Brasil recebe mensalmente, começou a pensar em uma maneira de alcançar, de forma mais direta, o fator dentro da cibersegurança que é considerado o mais imprevisível: as pessoas.
Com certeza, caros leitores. Em algum momento do dia, ou até mesmo durante a maior parte dele, muitos de vocês estão conectados à Internet. Navegando, fazendo compras, estudando, trabalhando, se divertindo - porém, muitas vezes, sem perceber que estão se colocando em risco. Mas calma, vou explicar mais sobre esse aspecto em outro momento.
O senhor Augustus Delano começou a observar que, ano a ano, o número de ataques cibernéticos aumentava de forma exponencial não só no Brasil, mas em vários países. Dados como estes eram mensalmente divulgados pela Cyber Security One através de estudos e pesquisas que a empresa realizava para traçar um retrato do uso de tecnologias pela população de cada país e a relação com o crescimento do número de ataques cibernéticos sofridos.
A empresa onde o senhor Augustus Delano trabalha, a Cyber Security One, orgulha-se por ser uma empresa internacional de segurança virtual, com sede em vários países, dentre eles o Brasil, e que prima pela proteção de seus clientes: empresas, governos e consumidores espalhados em vários lugares do mundo. A empresa é considerada uma das melhores no quesito combate a ameaças digitais, inclusive as em evolução.
Mas para o senhor Augustus Delano, isso não estava sendo o suficiente para conter os ataques cibernéticos sofridos pelos consumidores comuns. Aqueles que não trabalham no ramo da segurança digital ou em empresas que possuam sofisticados sistemas de proteção a ameaças digitais. Desde uma criança se divertindo com o seu celular ou um estudante com seu smartphone até pessoas mais velhas que só querem se comunicar por mensagens com seus familiares distantes ou participar de redes sociais digitais para se divertir ou encontrar velhos amigos e parentes.
Na sua opinião, aí estava um ponto a ser revisto e priorizado dentro das estratégias de cibersegurança que a empresa estava sempre a desenvolver e aperfeiçoar.
Seus colegas de trabalho, não só os da empresa como os de fora, que trabalhavam em outras corporações, partilhavam da mesma opinião sobre as vítimas de ataques cibernéticos. Geralmente são pessoas cercadas de tecnologia, mas todas apresentaram um ponto em comum: ignoram alguns princípios básicos da cibersegurança e, na maioria das vezes, são os responsáveis por “deixarem" que cibercriminosos invadam seus dispositivos, por exemplo.
A cada dia que se passava o senhor Augustus Delano percebia que ele não estava fazendo o suficiente para proteger as pessoas no meio virtual ao adentrarem pelo ciberespaço por meio da Internet. Poderia estar sendo eficiente para as grandes empresas que investem em cibersegurança e primam por preservar dados, informações, sistemas, redes etc., mas de uma forma geral, para o usuário final, algo estava ficando de fora e fazendo com que cada dia o número de vítimas de ataques cibernéticos crescesse estratosfericamente.
Até mesmo o marketing que a empresa utilizava acerca do assunto não estava surtindo o efeito desejado. Frases do tipo: “O melhor antivírus que existe é você mesmo”, “Você não tem como se proteger no ciberespaço se não souber os perigos que rondam por ele”, não estavam surtindo os efeitos desejados.
Então, em uma bela manhã, após tomar seu café, preparado com todo carinho pela sua esposa, a senhora Ingrid Delano, e durante uma conversa com seu filho Olívio, o senhor Delano teve uma ideia.
Se despediu de todos rapidamente e foi o mais rápido possível para a empresa, onde a primeira coisa que fez foi pedir para que todos da sua equipe se reunissem na sala de operações especiais, que ficava ao lado da sua sala e onde as principais decisões sobre estratégias e combates aos vários tipos de ataques em meio digital eram discutidas. Pelo menos uma vez na semana toda a equipe se reunia nesta sala.
Não demorou para que o espanto e alarmismo tomassem conta de todos, especialmente porque já haviam realizado uma reunião no dia anterior. A pergunta que provavelmente ecoava em suas mentes era: o que estaria acontecendo?
Mas ninguém conseguia imaginar nada, uma vez que todos da equipe se empenhavam muito e monitoravam a cada minuto qualquer tipo de ameaça que pudesse surgir no ciberespaço e ninguém havia relatado nada até aquele momento. Mas, em meio virtual, nunca se sabe.
Sinto que devo parar um pouco minha história e explicar para vocês o que é o ciberespaço.
O ciberespaço pode ser definido como o espaço virtual, que não podemos tocar, que existe unicamente como resultado de uma demonstração ou simulação criada por um programa de computador e redes interconectadas. Não é algo físico, mas sim uma realidade digital onde encontramos informações, programas, documentos e mito mais.
Vocês sabiam que o termo “ciberespaço” surgiu em 1984, no livro “Neuromancer” de William Gibson, um escritor Américo-canadense de ficção especulativa? Ele utilizou esta palavra para designar um conjunto de rede de computadores onde trafega todo tipo de informação. Um espaço existente no meio da comunicação onde não se faz necessário a presença física para que ocorra qualquer forma de relacionamento.
Interessante, não é mesmo?
Capítulo 2 – A iniciativa
O senhor Augustus Delano tratou logo de acalmar a todos e, por ser um homem direto e objetivo, foi de imediato ao ponto:
- “Vamos criar uma mascote para divulgar noções básicas de cibersegurança entre os navegadores mais comuns do ciberespaço, aqueles que não tem conhecimento dos perigos que os cercam ao utilizar a Internet. E vamos começar diretamente com a base, com quem já cedo, precocemente ou não, já começa a navegar inocentemente pelo ciberespaço: as crianças!”
O burburinho foi geral, mas o senhor Delano continuou a explicar a ideia que teve naquela manhã.
- “Não é de hoje que ando preocupado com o crescimento assustador do número de cibercrimes no país. Vocês sabem, nós discutimos sobre isso semanalmente, aqui mesmo nesta sala. Só que nosso olhar está sempre voltado para tentar criar ou aprimorar soluções para os dispositivos: antivírus, proteção de redes etc. Enfim, tudo o que vocês já sabem. Mas, eu pergunto: o que estamos deixando escapar?”
Todos se entreolharam para ver se alguém tinha a resposta para aquela pergunta. Todos repassaram informações rapidamente em suas mentes buscando por algo que viram em relatórios ou em monitoramentos em tempo real pela rede em seus afazeres diários, mas, nada. Ninguém conseguiu vislumbrar algo que já não fosse do conhecimento de todos.
O senhor Delano resolver tomar a palavra novamente e afirmou com todo o seu entusiasmo:
- “Estamos esquecendo da Educação!”
- “O que?” - o espanto de sua equipe ecoou em uníssono dentro da sala.
- “Sim, estamos esquecendo da Educação!” - falando mais uma vez a frase de forma empolgada.
- “Esta manhã, enquanto conversava com meu filho Olívio, me ocorreu que se investíssemos em algo que ajudasse as pessoas a aprenderem, o quanto antes, noções de cibersegurança, talvez conseguíssemos diminuir estes índices alarmantes de crimes cibernéticos que atingem várias pessoas que navegam diariamente pela Internet.”
Enquanto as pessoas absorviam a sua ideia, o senhor Delano se pegou pensando em como não teve esta ideia antes, uma vez que já palestrou sobre Cibersegurança em diversas ocasiões na escola do seu filho.
Sim, a escola de Olívio era privilegiada por estas palestras do senhor Delano. Mas e as outras escolas? E todas as pessoas que se encontram vulneráveis por desconhecer os perigos que podem se aproximar delas ao clicar em um link desconhecido, ou até mesmo enviado por alguém supostamente conhecido? E os jogos virtuais? O que as crianças podem encontrar ao jogar em rede, por exemplo. O cyberbullying e as fake news? Enfim, uma infinidade de opções para os cibercriminosos atacarem.
Em questões de segundos todas estas indagações tomaram conta dos pensamentos do senhor Delano e ele teve certeza de que sua ideia era um caminho que valia a pena tentar.
Seus pensamentos foram interrompidos por Sofia Castro, uma de suas melhores programadoras e pesquisadoras da web e que, depois de algum tempo, descobri que teve um papel importante na minha criação.
- “Senhor Delano, mas onde entra a mascote que o senhor mencionou no início de nossa reunião?” – perguntou um dos integrantes da sua equipe.
- “Ah, sim. Bem, esta manhã tudo ficou claro na minha cabeça. Devemos começar a olhar com carinho para o elemento chave para qualquer sociedade: as crianças. E se começássemos por elas? Fornecendo princípios básicos da segurança digital, esclarecendo sobre tipos de crimes no espaço virtual, categorias de hackers e tudo o mais que envolve segurança ao navegar pelo ciberespaço. Começando por elas, talvez conseguíssemos alcançar os mais velhos. Penso, com quase cem por cento de certeza, que este é o caminho e a ideia da criação de uma mascote me veio à cabeça por achar que este poderia funcionar como um ‘amigo’ que auxiliaria cada criança no primeiro instante de navegação pelo ciberespaço.
- Se um adulto não conhece os perigos que o cercam ao utilizar a Internet, imagina uma criança? Se pais ou responsáveis desconhecem princípios básicos de cibersegurança, como irão instruir seus filhos, por exemplo?
- Quando olhei para meu filho nesta manhã, todas estas questões me vieram a mente. Sinto que ele fica tão sozinho às vezes, estudando, pesquisando em seu notebook, jogando online, e, por mais que eu o oriente, isso me dá uma insegurança profunda, pois nós todos sabemos mais do que ninguém, sobre os perigos que rondam o ciberespaço, e que nem mesmo os mais poderosos antivírus podem nos proteger.”
Sofia concordou com a cabeça. Inclusive, já fazia um trabalho voluntário e de iniciativa própria com a finalidade de esclarecer e alertar as pessoas. O seu podcast, apesar de não ser muito popular, era um dos seus orgulhos. Mas isso eu conto depois.
O senhor Augustus Delano prosseguiu com seus argumentos:
- “Como é de nosso conhecimento, mais de vinte e quatro milhões de crianças e adolescentes em nosso país utilizam a Internet e na maioria das vezes fazem isso sem se preocupar com a sua segurança no mundo digital. Nós vemos isso em cada relatório que emitimos. Em outros países, como Israel, noções básicas de segurança digital se aprende na escola, onde a Cibersegurança é uma matéria onde as crianças aprendem também a reagir diante de comentários e críticas ofensivas ou a problemas de dependência de videogames. Lembram disso? Pois é, sabemos que em nosso país essa questão não existe. Por isso me ocorreu esta ideia.”
A esta altura todos já estavam convencidos diante dos fatos apresentados, pois já se olhavam e comentavam com entusiasmo sobre a mais nova ideia do senhor Augustus Delano, a quem todos respeitavam e admiravam profundamente dentro daquela empresa.
E foi com esta conversa que a iniciativa, tempos depois intitulada Cyber Bob, surgiu. Só ainda não sei o porquê deste nome.
Mas, antes de continuarmos, devo esclarecer mais alguns fatos sobre mim. Como vocês acabaram de saber, sou uma mascote criada pela empresa Cyber Security One, e que, além de mim, mais noventa e nove Cybers Bob foram produzidos. Inicialmente fomos parte de uma edição limitada. Uma edição de testes e por isso fomos distribuídos apenas para funcionários da empresa. Eu fui presenteado para o nosso idealizador, o senhor Augustus Delano.
Todos nós, Cybers Bob, possuímos inteligência artificial, cuja finalidade é interagir com nossos futuros proprietários, principalmente crianças, fornecendo informações sobre os perigos do ciberespaço, esclarecendo o que são vírus de computador, sexting, cyberbullying, uso de senhas fortes dentre outras informações importantes para que todos saibam se proteger ao navegar pelo ciberespaço.
Como? Eu explico.
Primeiro devo esclarecer que a inteligência artificial é a capacidade de dispositivos eletrônicos, neste caso todos os Cybers Bob, de funcionar de uma maneira que lembre o pensamento humano e isso implica perceber variáveis, analisá-las, tomar decisões e resolver problemas.
Todos os Cybers Bob possuem porta USB e mini USB para que sejamos plugados aos dispositivos que forem navegar pelo ciberespaço através da Internet.
O nosso cérebro, quero dizer, nossa parte lógica, ou seja, nosso software possui uma programação prévia, um código que irá considerar as variáveis, processar os dados e determinar o que fazer em cada situação. Enfim, ajudaremos a todos em uma navegação segura, alertando sobre sites maliciosos, pessoas mal-intencionadas, como agir sobre comentários preconceituosos, dentro outras situações que se relacionem ao ciberespaço e navegação segura.
Mas eu sou um Cyber Bob diferente e por algum motivo que ainda não descobri, possuo uma programação que evolui a cada dia, sem a interferência de ajustes ou atualizações em minha programação. Eu absorvo tudo quanto é tipo de informação que está a minha volta, mesmo sem estar plugado a um dispositivo eletrônico com acesso à Internet ou rede wi-fi. Descobri isso quando acordei no quarto de Olívio.
Capítulo 3 – Sofia Castro
Quando todos os Cybers Bob fossem finalizados, eles seriam dados de presente a cem funcionários da empresa Cyber Security One, com ou sem filhos. Não somente os que participaram do projeto, mas todos que trabalhavam com segurança de dados estavam aptos a receber um Cyber Bob. Esta condição foi estabelecida desde o começo, pois serviria de teste para um melhor monitoramento de cada equipamento. Era parte fundamental do processo a testagem in loco com supervisão de especialistas bem de perto.
Uma das pessoas mais atuantes no projeto, além, claro, do senhor Augustus Delano, que cuidava minuciosamente de cada etapa, foi Sofia Castro.
Sem dúvida, Sofia, que aparentava uns vinte e seis anos, além de um conhecimento imenso em sua área, também era dedicada, competente e muito disciplinada em tudo que se propunha fazer. E com a iniciativa, o projeto Cyber Bob, não foi diferente. Este passou a ser o seu projeto de maior dedicação dentro da empresa.
Todos a sua volta notaram o quanto ela ficou entusiasmada com a ideia do senhor Delano. Talvez devido a sua tese de doutorado cujo tema era a inteligência artificial, dissertando sobre a existência ou não de um limite entre a interação homem- máquina, ou seja, Sofia pesquisava sobre até onde é possível chegar com a inteligência artificial em comparação com a interação humana.
Sofia não falava muito sobre os seus estudos, aliás, era uma pessoa extremamente reservada e pouco falava de si. Talvez tenha sido por isso que seus colegas de trabalho tenham notado o seu entusiasmo. Afinal não era sempre que Sofia demonstrava suas emoções de forma tão transparente.
Ela tinha a certeza de que seria umas das pessoas que ganharia um dos Cybers Bob e logo que teve oportunidade, marcou um que escolhera para ser o seu. Isso não foi aleatoriamente, ela tinha um motivo muito consistente para esta atitude.
Além deste projeto e da sua tese de doutorado, Sofia fazia questão de manter o seu podcast atualizado a cada semana. Toda quinta-feira ela gravava um episódio narrando e elucidando um crime cibernético e toda sexta-feira o episódio era colocado em seu podcast, no qual ela se apresentava com o pseudônimo de Cyber Gabi.
Devido ao seu enorme senso de justiça, Sofia sentia que era seu dever, enquanto ela pudesse usar a sua inteligência a favor das pessoas desprotegidas, manter o seu podcast ativo. Mas isso não foi sempre assim.
Soube que Sofia Castro, quando bem mais nova, ainda menina, não sabia bem os limites da aplicação de seus conhecimentos e suas habilidades naturais como hacker. Aliás, posso dizer que Sofia quase seguiu o caminho para se tornar uma Black Hat.
Nossa, espere um pouco, mas como eu sei disso? Tem tantas coisas que ainda são um mistério para mim! Mas sei de uma coisa, vocês devem estar se questionando sobre o que é ser uma Black Hat e isso eu posso explicar, com toda certeza.
Existe o hacker que é considerado “Black Hat” e o que é considerado “White Hat”.
Primeiro preciso começar esclarecendo que o termo “hacker” faz referência a um indivíduo que se dedica com intensidade incomum a conhecer e modificar os aspectos mais internos de dispositivos, programas e redes de computadores, mas, nem todos os hackers são cibercriminosos. O termo "hacker" é bastante abrangente e pode incluir pessoas com uma variedade de intenções e éticas.
Então, o hacker white hat é aquele que estuda sistemas de computação à procura de falhas na sua segurança, mas respeitando princípios da ética hacker e, ao encontrar uma falha, o hacker white hat a comunica, em primeiro lugar, aos responsáveis pelo sistema. Já o hacker black hat, que também podemos chamar de “crackers”, usam seu conhecimento para fins imorais, ilegais ou prejudiciais.
Sofia Castro quase seguiu este caminho quando bem mais jovem. O que a fez repensar e mudar? Uma palestra que assistiu com o até então desconhecido para ela, o senhor Augustus Delano.
O senhor Augustus Delano não sabe disso, mas suas palavras naquela palestra causaram um enorme impacto na mente e consequentemente na vida da jovem Sofia Castro.
Curioso para saber o que acontece? Continue a jornada comprando o livro completo:

Comentários
Postar um comentário